Problemas com fluxo de caixa: O que fazer para dar a volta por cima

A primeira ideia que chega à cabeça do empresário é reduzir custos em todas as etapas da cadeia produtiva. Porém, não é uma boa cortar o quadro de funcionários, já que isso representa mais custos com rescisão.  
 

O problema no fluxo de caixa do empreendimento não está relacionado a uma única fonte. Cabe ao gestor identificá-la quanto antes.  
 

Viabilidade do negócio
 

De início, se pergunte: "o negócio é economicamente viável?" É partindo desta premissa que você entende logo de início se há futuro ou não.  
 

Negar problemas de faturamento só complica a situação da empresa. Tenha todos os seus passos planejados. 
 

A matemática é uma ciência exata. Não há lucro com mais saídas de caixa do que entrada. Aprendemos desde cedo que a forma para não se endividar é gastando apenas o que se tem.  
 

Não deixe o dinheiro acabar
 

Considere que além de ter dinheiro o suficiente para dar o giro todo mês, a empresa precisa ter uma pequena reserva de capital para se manter enquanto não recebe o pagamento dos clientes ou se precaver a devedores.  
 

Faça uma projeção do quanto está por entrar no caixa, o que nem sempre se confirma já que pode haver inadimplência dos pagadores, e quais as despesas certas todo mês, como salário de funcionários, impostos, fornecedores e as despesas para manutenção do negócio. 
 

Comece por um período mais curto, um mês, e depois aumente para um trimestre, por exemplo, conforme seja possível fazer previsão mais próxima da realidade.  
 

Empresas que conseguem ter constância positiva são raridades. Afinal, o mundo dos negócios é uma montanha-russa e para o tempo de "vacas magras" é sempre bom ter uma “gordurinha” para queimar. 
 

Precificação justa
 

A qualidade já não é mais nenhum diferencial de mercado, mas uma obrigação para quem quer seguir competitivo. E ter o melhor produto ou serviço não reflete em rentabilidade se o valor agregado não o acompanhar.  
 

Observe o preço da concorrência. Pesquise as melhores propostas de fornecedores. Ofereça um propósito especial, algo de valor ao cliente e, com base nestes argumentos, faça a precificação adequada.  
 

Negociando dívidas
 

Quando não é possível estabelecer essa harmonia e as contas começam a acumular, o melhor é negociar a dívida.  
 

Muitos empresários se negam a aceitar conversas que transpareçam a situação negativa do empreendimento e recorrem a empréstimos, se endividando cada vez mais.  
 

É melhor deixar os prestadores de serviço ou fornecedores avisados com brevidade que você não conseguirá cumprir com os compromissos, demonstrando que há preocupação em sanar o problema, do que serem atingidos de forma inesperada.  
 

Não deixe a produção parar
 

Se as vendas em determinado período não foram nada boas e as dívidas acumularam de maneira a ter que decidir qual será paga primeiro, priorize a que pode interferir diretamente no funcionamento da empresa, que pode ser fornecedor de matéria-prima, companhia de energia elétrica, prestador de serviço, por exemplo. Isso impede que seu faturamento cesse e o manterá em operação, cumprindo com pedidos. 
 

Modelo sustentável
 

Produzir mais não é a solução. Mais gastos com matéria-prima, mais horas trabalhadas, mais tempo com máquinas em operação, tudo isso gera despesa e não há garantia de venda. Encontre um modelo sustentável. De nada adianta fechar mais contratos e ampliar o mercado de atuação se isso não refletir em faturamento e ficar sempre preso a financiamentos para manter as portas abertas.  
 

A saída está em priorizar os clientes com baixo risco de inadimplência e abrir mão dos demais.  
 

Mantenha o grupo unido
 

Em determinado momento pode ser que o atraso de pagamentos também atinja o salário do colaborador. Geralmente isso influencia diretamente no rendimento, gera descontentamento, medo e insegurança quanto ao futuro da organização. Assim, é essencial ter transparência para manter o grupo motivado. 

Demonstre preocupação com a fase e estimule que todos auxiliem na economia, desde as folhas de impressão, combustível, até no café de cada dia. Mas, não se esqueça de dar exemplo. Essas condições devem ser aplicadas do ponto mais alto ao mais baixo da pirâmide organizacional. 
 

Se mesmo após todas estas dicas ainda restar alguma dúvida ao leitor, a Assessorplan pode auxiliar. Entre em contato e informe a adversidade que o aflige. Ficaremos gratos em poder ajudar.